Planta cafés final do sec XIX

Segundo um periódico, intitulado “Os Palradores no Café”, de 1822, podemos crer na existência destes locais de convívio e de longas cavaqueiras, pela menção que faz a dois Cafés; o da Porta dos Carros e o das Hortas.

Café Porta de Carros

Café da porta dos carros

O Café da Porta de Carros, fundado em 1820, localizava-se no Largo com o mesmo nome, “nos baixos de um prédio de primeiro andar, que se achava (no meio de mais dois) encostado à demolida muralha Fernandina”, mesmo em frente à Igreja dos Congregados. Este café pertencia ao senhor Frutuoso, pai do arcebispo de Calcedónia, D. António Ayres Martins de Gouveia. Ricardo Jorge classificou-o como sendo “um café famoso, conhecido em todo o Porto, e redondezas, sendo frequentado, assiduamente, por varredores de ruas, calceteiros da Câmara, lampianistas do gás, madrugadores do trabalho e devotos da missa da alva dos Congregados. Horácio Marçal refere que, em 1852, este estabelecimento já era considerado muito antigo. Encerrou em meados da segunda metade do século XIX.

Café das Hortas

O Café das Hortas encontrava-se sediado na Rua Nova das Hortas (actual Rua do Almada), na esquina com a Rua da Fábrica. café das hortasHorácio Marçal indica-nos que este café “pertencia a Domingos José Rodrigues e foi fundado no ano de 1820, com secção de bilhares no primeiro andar”. Alcançou grande fama na cidade do Porto da época, pelo facto de servir um dos melhores cafés da cidade. Além do bilhar, também se jogava aqui o dominó, as damas e o quino (loto).

Em 1880 o café foi transformado, por outros proprietários, em restaurante e os pisos superiores deram lugar ao Hotel Internacional, que ainda hoje existe.

Ao longo do século XIX, outros estabelecimentos com as mesmas características foram aparecendo, nomeadamente:

Café Guichard

Café Guichard abriu por volta de 1833, na Praça D. Pedro –Guichard_0003 “edifício que fora dos frades dos Congregados, duas portas adiante da esquina que torneia para o templo” – que posteriormente se transformou na do antigo Banco Nacional Ultramarino. Por meados do século, este café notabilizou-se como um dos mais afamados da cidade,  devendo-se a este a introdução do sorvete, por um italiano, de seu nome Trucco (na altura empregado deste café), na cidade do Porto. Tendo sido frequentado por algumas das mais prestigiadas personalidades da literatura portuense, por aqui deambularam António Coelho Lousada, Arnaldo Gama, Amorim, Viana, António Girão, Custódio José Vieira, Evaristo Basto, Faustino Xavier de Novais, José Passos, Júlio Dinis, Marcelino de Matos, Ricardo Guimarães, Ramalho Ortigão, Sousa Viterbo e Camilo Castelo Branco. Conta-nos Firmino Pereira que, numa determinada tarde agitada, em plenas instalações do Café Guichard, “o cônsul alemão Friedelain impediu que Ricardo Browne, ardendo em cólera, chicoteasse Camilo que, para se defender, puxara duma navalha toledana, como numa rixa sórdida de magarefes ou almocreves”. Café Guichard Pintura de Dordio Gomes (1890-1976), de CamiloMuito embora fosse reconhecido, por vários como um local deveras avesso às condições de higiene, como é o caso dos testemunhos de Gomes d’Amorim e Artur de Magalhães Basto, foi também elogiado por outras personalidades contemporâneas do estabelecimento e que por ele deambularam, tais como Camilo Castelo Branco e Júlio Dinis, que o descreveram como um autêntico luxo nesta tipologia de estabelecimento comercial, atendendo à sua época de laboração.

“A’s noites, no Guichard, esses moços que vinham da Tavora Redonda,  escorropichavam copinhos de hortelã pimenta, declamando Lamartine, Soares de Passos e João de Lemos. Era o botequim dos Alfredos e dos Manricos, de melena revolta e alma ardendo em labaredas romanticas. Aí se reuniam habitualmente os literatos, os poetas e os romanticos que vinham das agitações do cêrco e da Patuleia e que, entre um calice de licôr e uma fumaça de charuto, decidiam dos destinos da arte e da política. Era lá que, ás tardes, invariavelmente aparecia, hirto e misterioso, o Friedelain, consul alemão, homem de habitos exoticos, elegante como o Brown e como ele apaixonado pela musica. 

guichard

Esse diplomata janota, que reunia os seus amigos numa sala atulhada de moveis de arte, a que uma Venus de marmore presidia do alto do seu rico pedestal de pau preto, cantava velhas canções germanicas, encostado ao piano, de olhos fitos na Venus tutelar… Camilo achava-o maluco, mas encantador. […] De resto, no Guichard (onde o italiano Trucco iniciára o tripeiro nas delicias do sorvete), muitas vezes sucediam casos tragicos de murros vingadores. Os poetas suspiravam mas tambem batiam… e levavam. E era sempre no botequim que essas batalhas de amor se feriam, aquecidas ordinariamente a cognac ou a licôr de rosa, que era o netar predileto dos moços apaixonados… Nesses tempos de balada e murro, o botequim era o centro de toda a vida portuense. A’ volta de uma mesa compunham-se odes, combinavam-se raptos, planeavam-se conjuras. Discutiam-se os mais complicados problemas da politica e da arte, umas vezes serenamente, outras entre vociferações, apostrofes, ameaças e… garrafas partidas […]”

PEREIRA, Firmino – O Porto D’Outros Tempos: Notas Historicas, Memorias,  Recordações

Segundo nos informa Horácio Marçal, “encerrou as suas portas em 5 de Fevereiro de 1857”, dando lugar à instituição bancária Pinto da Fonseca & Irmão, tendo ficado para a história como o mais famoso café do Porto do século XIX.

Café da Neve

Café da neve

Na Rua de Santo António (actual Rua 31 de Janeiro), em 1851, próximo do famoso Teatro Baquet, nasce o Café da Neve. 

Segundo o Tripeiro de 1 de Março de 1910, o proprietário deste café era “um tal snr. Francisco Corrêa, ao qual pertencia também o Circo […]”. Este Circo é o actual Teatro Sá da Bandeira, conhecido, em meados do século XIX, por Teatro Circo. Estabelecimento ao nível do piso térreo, com instalações modestas, constituídas por um espaço com mesas marmóreas para tomar café e, ao fundo, um outro para a prática do bilhar e do quino. Os frequentadores deste café eram gente modesta: empregados do comércio, pequenos negociantes, artistas e luveiros, para além dos actores e actrizes dos Teatros Baquet e Circo (como por exemplo, a tão famosa actriz dramática Emília das Neves)  próximos deste café.
Diz-se que o nome deste café teve origem nos sorvetes que vendia, segundo alguns jornais da época uns dos melhores sorvetes da cidade. . Tinha uma sala privada para “as senhoras e famílias particulares tomarem neve”.  Fica, inclusivamente, para a história como uma das raras excepções de cafés portuenses que possuíam sala privada para as mulheres.

Café Suisso

café suisso

Café Suisso, localizado na esquina da Praça de D. Pedro com a actual Sampaio Bruno, abriu portas em 17 de Abril de 1853, como Café Lusitano (após ter sido um hospedaria – Resende) e mais tarde Café Portuense.  Durante este primeiro período de actividade, o espaço interno do café encontrava-se distribuído por “uma grande sala com 8 mezas e outra menor com 4 para serviço de Botequim, ambas do lado da rua, com acceio, e boa iluminação de noute, e duas salas de bilhar com as competentes mezas e mais pertences, uma para o lado da mesma rua, e a outra para o lado da praça”MARÇAL, Horácio – Os antigos botequins do Porto

As obras de luxo realizadas colocaram o proprietário numa situação de bancarrota originando a sua venda em 15 de Janeiro de 1860 , cujo proprietário, lhe alterou o nome para Café Portuense.

Café Suisso Portuense 1920

No final da centúria de oitocentos, foi considerado o melhor da cidade, frequentado por uma clientela muito heterogénea, constituída por políticos, artistas, literatos, jornalistas, entre muitos outros. Aqui se reuniam, quase todas as noites, Nogueira Lima, Guilherme Braga, Júlio Dinis, Alexandre da Conceição, Pedro de Lima, José Dias de Oliveira e Custódio José Duarte – autores da célebre revista literária A Grinalda.

Manter-se-á com a mesma estrutura formal até 1901, período em que foi tomado de trespasse pela firma José Cesário de Magalhães & Irmão, fechando para obras de remodelação a 18 de Setembro de 1901. Reabriu em 31 de Janeiro de 1902. Defendem também alguns autores que, no interior deste estabelecimento, “se forjou a Revolução Republicana do 31 de Janeiro.

A inauguração do Café Suisso, no lugar do desaparecido Portuense, do lado nascente da Praça de D. Pedro, parece ter constituído um marco importante nesta transição, tendo causado sensação à data de abertura, sobretudo pela considerável dimensão e pelo requinte de uma decoração onde pontificavam os espelhos, os jarrões de flores, os candelabros e as cadeiras de veludo. Na esquina de Sá da Bandeira (agora Sampaio Bruno) com a Praça de D. Pedro, o Suisso era frequentado sobretudo por grandes comerciantes e outros elementos destacados da sociedade, ajudando a reforçar a concentração de cafés.” FERNANDES, José Alberto Rio – Coisas do Porto: O Botequim

café suisso 1937

Nesta época, o café começa a atingir o seu período áureo, que culminou depois, já ostentando o nome de Café Suisso tendo como proprietários a sociedade Pozzi & Cª. Dobrou o século XIX para o século XX sendo o primeiro café concerto do Porto, proporcionando à sua clientela boa música executada por um terceto de piano, violoncelo e contrabaixo, encerrando as suas portas em 1958.

Café Brasil

O Café Brasil, fundado em 1859, localiza-se na Rua da Madeira, mesmo ao lado da Estação de S. Bento, naquela espécie de largo onde se realizava a antiga Feira da Madeira e dos Passarinhos. É um dos poucos cafés desta época que, felizmente, ainda se encontra activo. Café Brasil
Ao longo do seu período de duração passou pelas mãos de diversos proprietários. Começou por pertencer a um tal Costinha, que o passou a Alberto Arguelhes, tendo este último trespassado o estabelecimento, em 1939, a um seu antigo e zeloso empregado de seu nome António Silveira, que o passou a gerir, em sociedade, com o seu cunhado Eduardo Pinto da Cruz, “firma que girou sobre a denominação social de Silveira & Cruz”.

Café Brasil actualEste estabelecimento tinha, na segunda metade do século XIX, duas mesas privativas para o jogo do dominó: a dos Cardeais e a dos Indígenas. Na primeira sentavam-se, assiduamente, Guilherme Braga e Paulo Falcão e na segunda Arnaldo Leite, Sampaio Bruno e Ramalho Ortigão, na segunda por Arnaldo Leite, Sampaio Bruno, Ramalho Ortigão, entre outros. Hoje já não possuí o prestígio que alcançou naqueles tempos da segunda metade do século XIX e primeira da centúria de novecentos.

Café Camanho

Do lado nascente da Praça de D. Pedro abre, por volta de 1870, o Café Camanho, por intermédio do espanhol Manuel José Camanho – antigo empregado da cervejaria de Frederico Clavel, na Rua do Bonjardim –, tendo aqui permanecido até 1917.Café Camanho e Igreja dos Congregados Atendendo ao espaço humilde, apertado e sombrio do café, Manuel Camanho, à custa de muito trabalho e das suas próprias economias, resolveu, em 1880, transformar e alargar o estabelecimento, tornando-o “moderno, arejado, mais amplo e mais cómodo, dentro da sua traça primitiva, com o balcão ao fundo, debaixo das clássicas escadas, e as estantes das bebidas em volta das paredes, ostentando as botijas da genebra Fockink e as garrafas do Porto 1815, de gim, whiskey, etc.

CAFÉ CAMANHO - INTERIORSerão duas as curiosidades que irão marcar e identificar especialmente este café: o facto de possuir, por cima do balcão, umas escadas serpenteadas e muito requintadas, que davam acesso ao piso superior onde se localizava o armazém; e o carácter decorativo das paredes, que foram guarnecidas por estantes a toda a volta da sala, onde se colocaram as mais prestigiadas qualidades de bebidas estrangeiras, que eram comercializadas neste café.

Cláudio Corrêa D’Oliveira Guimarães descreve-nos o ambiente de puro sabor literário que se vivia no Camanho:

No seu estranho ambiente de café flamengo, quase gémeo do que vive nos interiores severos de Breuwer, rutilou, amiúde, a flama azul dos paradoxos.  Os fains da ironia coeva, espadachins temíveis no exercício, aliás, complexo, da exedra literária, casquinaram ali, com rara exuberância, o oiro tilintante dos seus risos, sonoros como um contato de cristais, em ágape festivo. Reconstituíram mesmo no Camanho o simbólico coin des fauves da expressão francesa”.

café camanho 2

Foram frequentes assíduos deste estabelecimento personalidades ligadas às “artes e letras como o pintor Francisco José Resende, Guerra Junqueiro e António Nobre”. Segundo Cláudio Corrêa D’Oliveira Guimarães, e sobre Guerra Junqueiro, em Evocando dois cafés portuenses:

“Ao soarem as onze badaladas tintinantes no relógio da casa, o poeta de Os Simples erguia-se invariavelmente do seu banco, sobraçava o guarda-chuva inseparável, esparguia em torno, mordente e volátil como uma vespa de oiro, […], após o que desaparecia placidamente, […]”

E comprovando, uma vez mais, o prestígio que o Camanho alcançou no seio da sociedade portuense, em inícios do século XX, é relevante mencionar a efeméride, ocorrida em novembro de 1908, quando o culto negociante Dr. Júlio da Fonseca Araújo, que foi presidente da Associação Comercial do Porto de 1906 a 1911, teve o ensejo de receber, no Camanho, numa festa memorável, de rara sumptuosidade, o jovem rei D. Manuel II, aquando de uma sua visita oficial à cidade do Porto.
Foi neste estabelecimento que desabrochou a corrente literária conhecida por Nefelibatismo, tendo António Nobre como principal representante.

Café Camanho 3

Por aqui se vê a celebridade deste café, naquela época. Por volta de 1946 ainda se conservava activo, como restaurante, na Rua Sá da Bandeira, tendo encerrado pouco tempo depois. Todavia, a sua actividade exclusiva como café, na Praça de D. Pedro, terminou muito antes, em 1917.

Café Central

Fundado no último quartel do século XIX, o Café Central de Basílio de Sá Carneiro – localizado na esquina entre a desaparecida Rua de D. Pedro e a actual Sampaio Bruno,café central no local preciso onde se encontra actualmente sediado o Café Embaixador – foi, na época, um dos estabelecimentos privilegiados pelos estudantes, e as tertúlias literárias eram frequentes. Jaime Cortesão e Leonardo Coimbra foram alguns dos frequentadores deste café.
Encontrava-se guarnecido com “mesas de mármore, grandes espelhos enquadrados em caixilharia de cana-da-índia e lambris em madeira”. Horácio Marçal escreveu o seu primeiro artigo, em 1936, para o semanário académico Alma Lusa.Café Central na Praça É no Café Central que, na noite de 30 de Janeiro de 1891, o tenente Manuel Maria Coelho é informado da proximidade da revolução republicana.  Em 1897 transfere-se para o quarteirão dos Congregados, onde alcançará o seu período áureo, e em 1933 é encerrado, “quando o prédio foi demolido para que se construísse, no seu lugar, o edifício que veio a albergar o Café Imperial.

Com a entrada do século XX quatro novos cafés se irão notabilizar neste núcleo urbano de cafés da Praça e suas imediações. São eles os cafés: Chaves, PrimaveraRecreio (anterior República) e Astória.

Café Chaves

O Café Chaves é inaugurado a 10 de Março de 1900 na Praça de D. Pedro, cujo proprietário era Aníbal Chaves. Segundo nos informa Horácio Marçal, localizava-se, especificamente, “na bifurcação das desaparecidas Ruas de D. Pedro e do Laranjal, por baixo do Hotel Francfort”.café chaves
Após uma permanência de dezassete anos neste local e por motivos relacionados com a abertura da Avenida dos Aliados – que obrigou à demolição do edifício onde estava instalado –, acaba por ser transferido, em 24 de Dezembro de 1917, para o Chalet do Jardim da Cordoaria. Os seus clientes eram dos mais “selectos” da cidade. Segundo Armando Gomes Ferreira “a um lado agrupavam-se, em acalorada polémica, Pádua Correia, Duarte Solano, Simões de Castro, Vaz passos, Atosto Silva, Adriano pimenta, Júlio Vitória, Queirós Magalhães, Ribeiro Seixas, Virgílio Ferreira,  assim  como Leonardo Coimbra. Noutra extremidade era certo encontrarem-se os artistas José Maria Soares Lopes, Armando de Basto, João Peralta, Manuel Martins, Carlos de Sousa, Virgílio Angelo, José Cassagne e os drs. Jaime de Almeida e Neto Cabral. Durante o período em que esteve sediado na Praça de D. Pedro, este café alcançou grande notoriedade devido, fundamentalmente, ao facto de ter sido frequentado, assiduamente, por filósofos, artistas e poetas boémios.

 

Neste local irá permanecer durante, sensivelmente, 32 anos, acabando por encerrar, definitivamente, em 1949 quando, por exigências urbanísticas, o Chalet é demolido.

Café Recreio

Em 6 de Agosto de 1904 abriu, na antiga Rua do Laranjal, o Café Recreio, Café Primaverainicialmente com o nome de República. O seu proprietário era o Senhor José Luís do Couto Querido. Este café foi um dos primeiros estabelecimentos que se notabilizaram, no âmbito de uma característica particular, que alcançou grande popularidade naquela época, o café-concerto, com espectáculos de música e dança, que se realizavam frequentemente. O café tinha nas suas instalações mesas para tomar café ou beber vinho a copo ou à caneca e um espaço para espectáculos de música e/ou dança. Aqui actuaram, durante sensivelmente treze anos, diversas bailarinas espanholas e músicos variados. Acabou por encerrar em 1917, face às obras realizadas para abertura da Avenida dos Aliados.

Café Primavera

Outro café que seguiu na mesma linha do Recreio foi o Café Primavera. Fundado por meados do ano de 1908, na mesma Rua do Laranjal, o Café Primavera também ficou marcado pela actuação diária de diversas bailarinas espanholas e músicos de reconhecimento moderado, com zaragatas à mistura.

Café Primavera

 Segundo nos informa Maria Costa, “tinha uma clientela heterogénea – cocheiros, operários, jornalistas e comerciantes”. Em 1917 acabou por encerrar as suas portas, com as obras de demolição para abertura da Avenida dos Aliados, transferindo-se para um prédio da Travessa da Picaria (hoje integrada na Praça Filipa de Lencastre), onde permaneceu até meados do século. Este café é recordado por Manoel de Oliveira no filme “Porto da minha Infância”. Encerra na primeira metade do Século XX.

Café Astória

café astória foto Teófilo Rego em 1920

astoria cafe porto

No edifício das Cardosas – esquina com a Praça de Almeida Garrett, bem próximo da Estação de S. Bento – abre, em 12 de Março de 1932, o Café Astória. Era um café “com três pisos: bar e cervejaria ao nível do rés-do-chão, café e salão de chá ao nível do primeiro andar e sala de jogos no segundo piso”. Neste local concentravam-se clientes em demanda da estação ferroviária, seguindo, portanto, os horários desta última. Encerrou as suas portas a 15 de Abril de 1972, em prol da abertura de uma instituição bancária – algo frequente na cidade do Porto desta época.

Outros Cafés do Núcleo Urbano dos Cafés da Praça e seus arredores:
Café Júlio, Café Continental, Café Baviera, Café Casa Baptista, Café Ventura, Café Áurea, Café S. Tomé, Café Rainha, Café Europa, Café Cascata, Café Porto e Café Navarro.

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