I Guerra Mundial

28-6-1914 a 28-6-1919

Aspecto de um dos transportes já cheio de tropas, atracado à muralha de Alcântara
Aspecto de um dos transportes já cheio de tropas, atracado à muralha de Alcântara

28-6-1914 – Assassinato do arquiduque Francisco Fernando,herdeiro do trono da Áustria-Hungria.
5-8-1914 – Os cabos telegráficos alemães que ligavam a Horta (Faial) a Emdem (Alemanha) são cortados pelos ingleses, com o navio “Telconia”.
12-8-1914 – O Governo decreta a organização e o envio de expedições militares para Angola e Moçambique.
18-8-1914 – Organização de expedições militares com destino a Angola e a Moçambique.
25-8-1914 – Ataque alemão num posto de fronteira entre Moçambique e a África Oriental Alemã (actual Tanzânia).
9-9-1914 – O cruzador S. Gabriel sai de Lisboa em direcção a São Vicente de Cabo Verde, onde permaneceu em serviço de vigilância, principalmente dos cabos submarinos, até 19 de Novembro do mesmo ano.
11-9-1914 – Expedição militar, comandada pelo tenente-coronel Alves Roçadas, parte para Angola. Era composta por um batalhão de Infantaria, um pelotão de Metralhadoras, uma bateria de Artilharia e um esquadrão de Cavalaria. Outra expedição militar parte para Moçambique, onde chega a 16 de Outubro, liderada pelo coronel Massano de Amorim.
11-9-1914 – Encontro de João Chagas com Freire de Andrade, ministro dos Negócios Estrangeiros. Discussão do estatuto de Portugal perante a guerra.
17-10-1914 – Apoio da Cruz Vermelha – A Cruz Vermelha oferece a sua cooperação às tropas que vão ser mobilizadas.
18-10-1914 – Partida de missão militar para Inglaterra – Os capitães Ivens Ferraz, Fernando Freiria e Azambuja Martins partem numa missão militar para conferenciar com o estado-maior britânico.
20-10-1914 – Contra a participação de Portugal na Guerra – Movimentos revolucionários monárquicos em Mafra e Bragança declaram-se contrários à participação de Portugal na Guerra.
27-10-1914 – Portugal cede 20 000 espingardas à Inglaterra.
31-10-1914 – Massacre de Cuangar – O exército português, comandado por Alves Roçadas, defronta-se em Angola com tropas alemãs que atravessaram o rio e atacaram de surpresa o posto fronteiriço do Cuangar, matando a sua guarnição. Partem para Angola forças militares de reforço.
1-11-1914 – Expedição militar em Moçambique – Chega a Porto Amélia a expedição destinada ao norte de Moçambique. São 1600 homens sob o comando do Coronel Massano de Amorim.
25-11-1914 – Mobilização militar – Mobilização da Divisão Auxiliar constituída com elementos da 1ª e 7ª divisões do Exército.
30-11-1914 – Censura à imprensa – É estabelecida a censura para notícias militares não oficiais.
12 a 13 de Dezº 1914 – Confrontos entre patrulhas portuguesas e alemãs, no Sul de Angola.
17-12-1914 – Forças alemãs, sob o comando do major Frank, acampam nas margens do Cunene.
19-12-1914 – Populações africanas do Sul de Angola revoltam-se contra a presença das forças de combate europeias nos seus territórios.
19-12-1914 – Humbe é abandonado pelas forças portuguesas, depois do paiol do Forte Roçadas ter explodido. Retiram para Gambos, com intenção de defender Lubango, no Sul de Angola.
23-12-1914 – Alves Roçadas pede a demissão.
27-1-1915 – O ministro da Alemanha em Lisboa protesta contra as medidas tomadas pelo Governador Geral de Angola contra os alemães aí residentes.
3-2-1915 – Partida para Angola de novas expedições militares, para fazer frente aos ataques constantes das forças alemãs.
27-2-1915 – Pereira d’Eça é nomeado comandante das Forças em operações no Sul de Angola e Governador Geral da colónia.
3-3-1915 – Os alemães afundam o vapor português, Douro.
29-5-1915 – Tem lugar em Angola o combate de Tchipelongo.
5-7-1915 – É constituída da Divisão Naval de Defesa e Instrução comandada por Leote do Rego.
9-7-1915 – O general Botha, comandante em chefe das forças da União Sul-Africana, vence as forças militares da África Alemã do Sudoeste.
18-8-1915 – Combate da Mongua no sul de Angola.
1-9-1915 – A lei n.º 372 consigna a obrigatoriedade de elaborar dois orçamentos: um ordinário e outro extraordinário de guerra.
7-10-1915 – Partida de Lisboa de Álvaro de Castro e da segunda expedição destinada a Moçambique.
28-10-1915 – Tropas portuguesas com destino a Angola.
23-11-1915 – Em reunião extraordinária do Congresso da República o governo é autorizado a participar na guerra ao lado da Grã-Bretanha e a ceder, desde logo, 20.000 espingardas com 600 cartuchos cada uma e 56 peças de artilharia pedidas pelo governo britânico.
30-12-1915 – O Governo inglês consulta o Governo português sobre a possibilidade de requisição dos navios alemães surtos em portos portugueses.
23-2-1916 – O capitão de fragata Leote do Rego, comandante da Divisão Naval de Defesa, dirige a operação de apreensão dos navios mercantes alemães surtos em portos portugueses.
9-3-1916 – A Alemanha declara guerra a Portugal. Portugal, a pedido de Inglaterra tinha apreendido 72 navios alemães que se encontravam em portos portugueses.
12-3-1916 – É colocada em vigor a lei de mobilização das indústrias, poucos dias após o anúncio da declaração de guerra a Portugal por parte da Alemanha.
15-3-1916 – Criação da Junta Patriótica do Norte -É criada, no Porto, a Junta Patriótica do Norte. Tinha como fins a propaganda patriótica e a assistência às vítimas da guerra.
16-3-1916 – É criado o Ministério do Trabalho e Previdência Social, poucos dias após a declaração de guerra da Alemanha a Portugal.
20-3-1916 – O Ministro da Guerra, Norton de Matos, é autorizado a convocar, total ou parcialmente, para preparação militar, as classes de licenciados que julgar conveniente.

Bilhete postal com imagem fotomecânica retratando enfermeiras da Cruz Vermelha, em França, durante a 1.ª Guerra Mundial
Cruzada das Mulheres Portuguesas – É criada a Cruzada das Mulheres Portuguesas, presidida por Elzira Dantas Machado, esposa do Presidente da República, Bernardino Machado.Tinha como objectivo a prestação de assistência moral e material aos que dela necessitassem em tempo de guerra.
25-3-1916 – Realizou-se em Braga uma manifestação de apoio às Forças Armadas Portuguesas.
28-3-1916 – Dissolução de todas as organizações sindicais que se manifestaram contra a entrada de Portugal na guerra.
20-4-1916 – Expulsão de alemães – É editado o decreto que estipula a expulsão de todos os súbditos alemães residentes em Portugal.
12-5-1916 – Ataque alemão ao posto de Mitimone, Moçambique.
26-5-1916 – Primeira tentativa, sem sucesso, de passagem do Rovuma –
A 26 e 27 de Maio de 1916, o cruzador Adamastor e a Canhoeira Chaimite fazem fogo sobre as posições alemãs localizadas nas margens do Rovuma.
28-5-1916 – Partida da terceira expedição militar para Moçambique.
9-6-1916 – Afonso Costa, ministro das finanças, e Augusto Soares, ministro dos Negócios Estrangeiros, partem para Paris para participar na Conferência Económica dos Aliados.
15-6-1916 – O governo britânico convida formalmente Portugal a tomar parte activa nas operações militares dos aliados. Constituição do Corpo Expedicionário Português com 30 mil homens (CEP) comandados pelo general Norton de Matos.
7-8-1916 – Reunião do Congresso para analisar a participação de Portugal na Grande Guerra.
24-8-1916 – Pelas 22 horas, a 60 milhas da barra de Lisboa, a canhoeira Ibo é atingida por um torpedo lançado pelo submarino alemão U-22.
31-8-1916 – Pena de morte – O Parlamento vota a pena de morte em situação de guerra.
1-10-1916 – Primeira escola de aviação portuguesa – Inauguração da primeira escola de aviação portuguesa, em Vila Nova da Rainha.
8-11-1916 – Combate de Quivambo -Tem lugar o combate de Quivambo, quando uma coluna comandada pelo major Leopoldo da Silva, que se dirigia para Mikindani após o combate de Nevala, é interceptada pelas forças alemãs. O major Leopoldo da Silva é morto e a coluna retira.
3-12-1916 – Bombardeamento do Funchal – Tem lugar, pela primeira vez, o ataque de um submarino alemão a território nacional com o bombardeamento do Funchal. S. Vicente, em Cabo Verde e Ponta Delgada, nos Açores, serão também atacados nesse ano, bem como em 1917.
13-12-1916 – Revolta Militar comandada por Machado dos Santos, contra a participação de Portugal na Guerra. Prossegue a preparação do CEP.
7-1-1917 – O governo francês concorda com a proposta portuguesa de disponibilizar pessoal de artilharia necessário para 25 baterias de artilharia pesada, sob um Comando Superior Português. Tem assim origem o Corpo de Artilharia Independente (CAPI).
18-1-1917 – Fernando Tamagnini de Abreu é nomeado Comandante do Corpo Expedicionário Português.
30-1-1917 – Parte a 1ª Brigada do CEP para França, sob o comando do Coronel Gomes da Costa, para participar na guerra das trincheiras e nas frentes de batalha contra os alemães.
23-2-1917- Parte de Lisboa para França o 2.º contingente do Corpo Expedicionário Português.
4-4-1917 – As tropas portuguesas entram nas trincheiras e dá-se a morte do primeiro soldado português na frente francesa: António Gonçalves Curado.
8-4-1917 – O Batalhão do Regimento de Infantaria 13 parte para França.
19-5-1917 – Revolta da Batata – Assaltos a mercearias e armazéns em Lisboa e no Porto devido à falta de alimentos provocada pelo racionamento, levam à declaração do estado de sítio.
4-7-1917 – A cidade de Ponta Delgada é atacada por um submarino alemão, sendo defendida pelo navio americano Orion, que se encontrava no porto para reparações.
26-7-1917 – Naufrágio do caça-minas Roberto Ivens – A 12 milhas ao sul de Cascais, o caça-minas Roberto Ivens choca com uma mina que, ao explodir, parte o navio ao meio, afundando-o. Dos 22 tripulantes, apenas sete sobreviveram.
16-9-1917 – Fuzilamento de um militar português na Flandres, o único condenado à morte durante a guerra.
11-10-1917- O Presidente da República, Bernardino Machado e o chefe do Governo, Afonso Costa, iniciam a visita às tropas portuguesas destacadas em França.
1-11-1917 – O Grupo de Esquadrões de Cavalaria do Corpo Expedicionário Português é extinto sendo convertido em Grupo de Companhias Ciclistas.
5-12-1917 – Subsistências – Tumultos no Porto, Ermesinde, Rio Tinto e Gondomar, por causa das subsistências.
15-1-1918 – O segundo contingente do CAPI, comandado pelo tenente-coronel Tristão da Câmara Pestana, desembarca em França.
2-3-1918 – Ataque alemão contra o sector português na Flandres, durante o qual setenta militares do CEP foram aprisionados.
21-3-1918 – Tem início a «Kaiserschlacht» – Começo da «Kaiserschlacht», a ofensiva alemã na Frente Ocidental.
4-4-1918 – Insubordinação de tropas portuguesas na Flandres, que se recusam a avançar para as primeiras linhas.

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6-4-1918 – Reorganização do CEP – A 2.ª Divisão Portuguesa passa para o comando táctico do XI Corpo do Exército Britânico.
9-4-1918 – Dá-se a Batalha de La Lyz, uma das mais pesadas da participação portuguesa na 1ª Guerra Mundial. As inúmeras baixas portuguesas, estarão relacionadas com a situação interna portuguesa, e com as dificuldades inglesas em fazer o transporte dos soldados portugueses que deveriam ir render os seus camaradas que, há quase ano e meio, lutavam na Frente Ocidental.
24-6-1918 – A canhoeira Limpôpo avista os periscópios de um submarino inimigo a quatro milhas a sul do Cabo da Roca e leva-o a desaparecer.
4-7-1918 – Início da reorganização do Corpo Expedicionário Português, com as tropas que sobreviveram a La Lys, de modo a assegurar a continuação da participação portuguesa na frente europeia.
24-8-1918 – O general Garcia Rosado substitui o general Tamagnini no comando do Corpo Expedicionário Português.

Porto durante a Primeira Grande Guerra

8-9-1918 – Consequências da guerra – o racionamento
Distribuição de senhas de racionamento e cartas de consumo.
14-9-1918 – São proibidos os comícios contra a carestia de vida.
14-10-1918 – Combate entre o caça-minas Augusto de Castilho e um submarino alemão U-139
Combate que termina com o afundamento do caça-minas, a morte do seu comandante, Carvalho Araújo e de parte da tripulação, permitindo, no entanto, a fuga do paquete S. Miguel.

11-11-1918 – A notícia da assinatura do armistício chega a Portugal, às 07h00, através do posto radiotelegráfico de Monsanto.

12-11-1918 – Rendição das forças alemãs em Moçambique
23-11-1918 -Chegada a Lisboa das primeiras tropas do Corpo Expedicionário Português.
2-1-1919 – Chegada a Portugal dos primeiros 710 militares prisioneiros dos alemães.
19-1-1919 – Declaração do estado de sítio em todo o País
É declarado o estado de sítio em todo o território do continente da República, com suspensão total das garantias constitucionais, durante trinta dias, para o completo restabelecimento da ordem.
17-3-1919 – Delegação portuguesa à Conferência de Paz
Norton de Matos, Afonso Costa, Augusto Soares, João Chagas e Teixeira Gomes são nomeados delegados à Conferência de Paz.
6-5-1919 – Na Conferência da Paz, Afonso Costa discursa contra o texto de Tratado proposto.

28-6-1919 – Tratado de Paz

versalhes

É assinado em Versalhes, França,o Tratado de Paz que estipula, nomeadamente, as cedências territoriais e as reparações devidas após o fim do conflito.

30-1-1920 – O Parlamento aprova o Tratado de Paz

O Tratado de paz é aprovado pelo Parlamento português.

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